angola

O cultivo de peixes em tanques-rede em sistema de condomínio se mostra uma ótima opção aos produtores.

Uma vez desenvolvido o equipamento, havia a necessidade de testá-lo. Como não havia condições de montar uma piscicultura própria, solicitamos autorização dos órgãos pertinentes para a instalação de uma piscicultura em parcerias, com três finalidades: testar o equipamento, desenvolver tecnologia de produção e incubadeira de pisciculturas. Como havia interesse na diversidade de práticas e insumos, utilizamos um sistema misto. Podia-se utilizar uma contabilidade separada, mesmo para uma quantidade mínima de gaiolas, e havia grupos organizados como uma contabilidade única. Isso permitia, além de uso de materiais genéticos diversos e separadamente, uso de rações variadas e práticas culturais diversificadas. O único item onde não se permitia a participação direta do parceiro na atividade era o arraçoamento. No mais, desde a aquisição de juvenis, biometrias, manejos, vendas e despesca, havia diversidade.

Por exemplo: o recebimento de juvenis, o manejo, o carregamento do peixe podia ser feito pelo próprio parceiro e seus convidados ou contratados. E havia ainda a possibilidade de não interação, ficando tudo a cargo da nossa administração. Logo o parceiro participava da atividade o quanto quisesse. Uma vez cumprida essa etapa, desativamos.

Um empreendimento que se desmembrou foi a Piscicultura Angola, que funciona no sistema coletivo. As decisões mais do cotidiano são tomadas por um pequeno grupo gestor, e as mais abrangentes por todos os participantes. Outra piscicultura iniciada a partir dali é a da Estância Alvorada, que adquiriu de lá 50 Tanques-Rede para iniciar, estando hoje com 600, sob controle de outro grupo. Há na região outras iniciativas, todas optando pelo sistema de gestão coletiva.